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Archive for julho \31\UTC 2009

Calendário 2010 da IRL

O sempre incansável Robin Miller divulgou em primeira mão o calendario do ano que vem da IRL (que será anunciado oficialmente neste fim de semana):
Rio de Janeiro
St. Pete
Birmingham
Long Beach
Kansas
Indianapolis
Texas
Iowa
Watkins Glen
Toronto
Edmonton
Mid-Ohio
Sonoma
Chicago
Kentucky
Motegi
Homestead

Portanto 9 circuitos mistos e 8 ovais.

A semana pós Indy vai ser deixada vaga para Milwaukee. O circuito está a beira da falencia, mas supostamente o milionário John Menard (que sempre manteve grande interesse no autmobilismo americano) estaria disposto a compra-la. Se Milwaukee Mile for salvo, o calendário ficaria meio a meio entre mistos e ovais.

Interessante é que este calendario agora tem 4 blocos bem claros de 4 ou 5 provas cada um entre ovais e mistos.

Rio em meados de março, St. Pete na ultima semana do mês.

O circuito de Barber em Birmingham é bem legal de correr em simulador, mas é muito estreito e deve ter pouquissimas ultrapassagens.

Kansas vai ser no primeiro fim de semana de maio.

Com Milkwaukee uma interrogação e Richmond fora, Iowa é o unico oval curto do calendario.

Kentucky vai mudar para a primeira semana de setembro e Toronto e Edmonton devem acontecer em semanas consecutivas.

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O que diferenciou a BMW das outras equipes no grid desde sua chegada em 2006 é personalidade. Pode-se ou não gostar dela, mas a BMW desde o primeiro momento refletia o comando do Dr. Mario Theissen. Eles podiam não ser a mais excitante das equipes, pode-se até dizer que mais do que qualquer outra equipe representavam a influencia das grandes empresas na categoria graças ao estilo de gerente do Dr. Thiessen, mas também eram diretos e sem rodeios dentro da sua eficiência germânica. Sempre foram juntos a Red Bull (que de certa forma era seu perfeito oposto) a equipe Fora isso num meio pródigo em produzir Jean Todts e Flavio Briatores, Dr. Theissen era um sujeito muito simpático. Eu era fã da BMW.

Como era inevitável as especulações se multiplicam. Max Mosley já soltou seu press-release de “eu não disse?” e jornalistas como Flavio Gomes já dispararam que a equipe pulou fora depois de um mal ano. Parece-me óbvio que está foi uma decisão corporativa que aconteceria do mesmo jeito se a equipe estivesse na quarta posição do mundial de construtores. Se tivesse que chutar apostaria que a bagunça da categoria foi mais responsável pelos alemães perderem a paciência com a instabilidade geral. Sejamos francos a BMW é uma empresa séria, a Formula 1 não. James Allen sugere que a equipe pode ser devolvida a Peter Sauber com algum suporte dos alemães.

Em outros noticias, um bilionário russo um tanto suspeito supostamente está pronto para comprar a Renault. Acho que erramos com piloto da addax vai correr na equipe ano que vem…

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Imagem que define o GP de Edmonton: Will Power corre sozinho

Imagem que define o GP de Edmonton: Will Power corre sozinho

Depois de duas provas em circuitos mistos muito boas tivemos uma prova morna no aeroporto de Edmonton. Ainda assim, não deixou de ser muito interessante por conta de um evento muito incomum: até a penúltima volta a corrida correu sem bandeiras amarelas. Com a prova toda em bandeira verde foi possível observar muita coisa, especialmente a superioridade da dupla Penske-Ganassi e sobretudo o tamanho da crise da Andretti Green.

Fato: Andretti Green parece incapaz de acertar seus carros para circuitos mistos. Ontem a melhor posição de largada da equipe fora um 12º com Hideki Mutoh (Kanaan saia em 13º, Marco em 18º e Danica em 20º, atrás até do Richard Antinucci com o carro Andrea Moda da 3G!). Geralmente a equipe disfarça a falta de performance com excelente estratégias de paradas se beneficiando muito das amarelas. Ontem sem amarelas, o máximo que a equipe conseguiu foi um 10º lugar com Marco Andretti que completou uma volta atrás. Alias, Marco segue o retardatário mais inconveniente da série, em Edmonton a sua recusa em abrir para os ponteiros chegou a tal ponto que um amigo meu definiu bem Marco é a nossa versão da amarela de debris da Nascar. Para completar a equipe fez churrasco com Tony Kanaan pela segunda vez este ano. Resultado no momento 2 dos 4 carros da equip estão atrás de um carro da Dale Coyne na classificação do campeonato.

Enquanto isso os carros de Penske e Ganassi faziam uma corrida a parte com Paul Tracy e Graham Rahal – os dois melhores do resto – cerca de 30 segundos atrás dos lideres. Alias, Tracy finalmente no seu retorno a categoria fez um dos seus clássicos totós justamente no seu companheiro de equipe Mario Moraes.

O nome da prova foi Will Power, na sua campanha pessoal para convencer Roger Penske em lhe dar uma vaga em tempo integral ano que vem. Power liderou todas as voltas (salvo pelas janelas de parada), quase sempre com uma margem segura, nunca foi ameaçado. Seu domínio foi tão completo que em certos momentos parecia que víamos uma prova da Champ Car e o nome de Power era Sebastian Bourdais. É preciso dizer que das 5 provas que o australiano disputou foi o nome da corrida em três e isto porque corre com uma equipe improvisada que não tem intimidade com o chassis Dallara. A Penske como um todo dominou a prova, mas Power visivelmente estava um tanto a frente de Briscoe e Castroneves.

Deve se elogiar a decisão da Penske em deixar Power vencer a prova, mas isto também sugere que a equipe jogou a toalha quanto as possibilidades de Helio Castroneves conquistar o título este ano. Helio, por sinal, fez uma prova bem honesta após o fiasco de Toronto e realizou uma belíssima ultrapassagem sobre Scott Dixon para garantir o 2º lugar.

IRL oficializou hoje que estreará seu sistema de push to pass em Kentucky sábado. Tomara que tenhamos uma prova melhor em oval.

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Hamilton vence após passar a temporada europeia quase toda em branco

Hamilton vence após passar a temporada europeia quase toda em branco

Como não podia deixar de ser a prova de hoje foi completamente ofuscada pelo acidente de Felipe Massa. Como não sou jornalista, nem médico não pretendo me alongar sobre o assunto, mas recomendo acompanhar os blogs do Ico e do Felipe Motta, ambos muito competentes e nada sensacionalistas e escrevendo direto de Budapeste. Alem disso no blog do Becken na discussão pós acidente dois leitores médicos fizeram mais para clarificar as informações do que qualquer um na grande mídia.

Sobre a prova em si basta dizer que Lewis Hamilton foi brilhante. Sua vitória de certa forma me lembrou muito a de Alonso no Japão ano passado, como o espanhol naquela ocasião ele tinha um carro muito bom, mas não necessariamente o melhor e viu os favoritos terem azar nas primeiras voltas, mas a sorte em nada diminuiu sua vitória incontestável. Sobrou o dia todo e finalmente se beneficiou de um dos bons fins de semana do inconstante carro da McLaren.

Ainda assim recomenda-se cuidado aos fãs da equipe de Woking, o verdadeiro teste para saber se a equipe solucionou mesmo os problemas do carro será em Spa. De qualquer forma das últimas 7 últimas etapas, pelo menos 3 (Valencia, Cingapura e Abu Dhabi) devem permitir desempenhos competitivos da equipe. O quinto lugar de Kovalainen (atrás da Red Bull, Ferrari e Williams) talvez represente melhor a posição da equipe. Kimi Raikkonen foi bem, mas ao contrário de Lewis Hamilton pode considerar seu 2º lugar resultado de uma prova atípica.

Já a Red Bull deve ficar decepcionada com sua prova. Com o melhor carro do fim de semana não foram além de um terceiro lugar. A equipe teve muito azar, mas também falhou. Vettel largou mal independente do toque do Raikkonen e acabou pagando caro por isso. Depois a equipe errou no primeiro pit stop de Mark Webber e também comprometeu a estratégia do australiano a colocá-lo no pior pneu no segundo stint. Por sua vez Webber teve rendimento fraco no miolo da prova e mesmo com uma estratégia melhor e sem erros de equipe provavelmente não chegaria a apertar Hamilton, mesmo assim a equipe perdeu 2 pontos que podem custar o título no fim da temporada.

Para a sorte da Red Bull a Brawn teve péssimo fim de semana. Button acabara prejudicado no Q3 no sábado pelo zelo da equipe após o acidente com Massa, mas suas chances no fim de semana se esgotaram na largada pobre. Depois disso só administrou uma prova apagada para salvar 2 pontos. Barrichello também fez péssima largada caiu para penúltimo e depois fez o máximo com sua estratégia agressiva para chegar em 10º tivesse largado bem tinha chances reais de pontos.

Outros dois grandes destaques da prova foram Nico Rosberg e Timo Glock. Rosberg andou muito mais uma vez com um ritmo forte, mas foi prejudicado para variar pelo timing das paradas da Williams e uma tendência cada vez mais pronunciada do carro de gastar algumas voltas após as paradas até recuperar sua performance. Glock faz parte do grande grupo de pilotos que não se encontram com o atual sistema de classificação, mas a cada prova que passa reforça ser um dos melhores do grid quando precisa produzir uma série constante de voltas rápidas em corrida. Hoje não tivesse ficado preso atrás do Raikkonen teria chances de transformar seu 13º lugar de largada até mesmo num 4º, não que não deva ficar satisfeito com seu 6º lugar.

Prefiro nem escrever sobre a punição ridícula a Renault. O incidente com o pneu deve ter dado flashbacks de 2006 para Alonso. A suposta despedida de Nelsinho foi discreta, sem brilho, mas sem erros.

Jaime Alguersuari estreou como se imaginava. Foi lento e terminou 18 segundos atrás do Fisichella num fim de semana onde a Force India voltou a ser a velha Force India do ano passado, mas não cometeu nem um erro o dia todo. Em compensação Sebastian Buemi teve um dia muito infeliz, perdeu 4 posições na largada e depois foi aos poucos andando para atrás até ficar a frente somente do inexperiente companheiro, por fim rodou e chegou em último. Vale dizer que suíço não faz uma prova decente desde a China. O carro da Toro visivelmente melhorou muito como a posição no grid de Buemi sugere, mas hoje faltou piloto.

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Alguersuari na World Series by Renault

Alguersuari na World Series by Renault

Não sou a favor da contratação do Jaime Alguersuari e acho uma pena que a Formula 1 após alguns anos voltou a ter um legítimo piloto pagante, mas há algo um tanto histérico nas reações a estréia dele.

A última vez que algo aparecido aconteceu foi com Kimi Raikonnen em 2001. São situações diferentes: Kimi fizera a quilometragem necessária para receber a super licença, o que lhe faltava quase que por completo era experiência em monopostos. Naquela altura o finlandês pilotara cerca de 20 provas de Formula Renault e nada mais. O risco portanto era sobre qual seria o comportamento do piloto quando colocado para competir numa categoria de alto nível. Kimi logo se revelou um piloto seguro e a chiadera desapareceu, mas ela era compreensível.

Alguersuari tem zero de experiência na Formula 1 e isto é sem dúvidas péssimo para a Toro Rosso. Chega a ser cômico para a equipe que ela faça uma aposta dessas neste ponto. Todo o trabalho de adaptação a categoria ocorrerá entre sexta e sábado e sua presença será certamente uma atração nos treinos de sexta-feira. Isto dito, Alguersuari tem 2 temporadas de F3 e meia da World Series. Não é perfeito, mas é mais do que o atual líder do mundial Jenson Button tinha quando estreou em 2000. Claro que Jenson treinou muito na pré-temporada, mas estes treinos são muito mais para garantir a competitividade do piloto do que para impedir que ele seja um perigo para os demais pilotos.

Não acompanhei de perto a carreira de Alguersuari, este ano vi-lo competir só uma vez curiosamente na etapa húngara da World Series. Mas pelos comentários de quem realmente o acompanhou parece se tratar de um piloto tranqüilo e seguro, sem histórico de acidentes. Pelo contrário a fama de Alguersuari é justamente de ser um piloto rápido, mas para quem falta arrojo nas disputas de posição. Considerando que seu principal objetivo domingo será sobreviver é difícil imaginá-lo forçando a barra sobre alguém pela 13º posição sendo que não fazia isso mesmo quando disputava títulos. Se fosse piloto de F1 preferiria ter algúem como Alguersuari no grid do que um piloto como Luca Filippi (para ficar em um piloto GP2 com mais quilometragem num carro de Formula 1).

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Téo Fabi: arquétipo do europeu que migra aos monopostos americanos ou exceção?

Téo Fabi: arquétipo do europeu que migra aos monopostos americanos ou exceção?

A demissão do Sebastien Bourdais fez voltar as velhas e um tanto tolas discussões sobre a qualidade dos pilotos americanos e a suposta facilidade dos pilotos oriundos da Europa que vão para lá (por exemplo este post do Victor Martins).

A verdade como sempre é bem mais complexa e precisa levar em conta que bons pilotos nem sempre se adaptam a equipamentos muito diferentes (ao final de 99, Zanardi estava mais desesperado para se ver longe do carro da Williams que Sir Frank de se livrar dele) e de que como regra os pilotos de resultados discretos na F1 como Christian Fittipaldi que venceram nos EUA tiveram a oportunidade de correr com carros de ponta por lá (os números de Tarso Marques pela Dale Coyne não são melhores que seus pela Minardi).

Ao contrario do que muitos acreditam não existe nada que garanta que Rubens Barrichello ou Adrian Sutil seriam forças na IRL se mudassem para lá amanhã, basta perguntar ao Robert Doornbos que atualmente leva uma surra do seu companheiro pós-adolescente.

Como pequeno exercício resolvi observar a carreira de 5 pilotos de F1 que migraram para os EUA. Todos eles obtiveram algum destaque na Formula 1 foram vistos como promessas e/ou tiveram bons carros, mas ao mesmo tempo nenhum deles foi dono de grande sucesso, ou seja 5 Nick Heidfelds que em determinado momento se mudaram para os EUA.

Mark Blundell
F1
63Gps 3 pódios
Cart
81Gps 3 vitórias 5 pódios

Blundell é uma das inúmeras promessas do automobilismo inglês a não vingar na Formula 1. Sua grande oportunidade veio em 1995 quando substituiu Mansell na McLaren sem qualquer sucesso. Sua passagem de 5 temporadas pela Cart foi mais feliz sem dúvida, mas só encontrou sucesso mesmo em 97 no melhor ano da equipe PacWest (seu companheiro Mauricio Gugelmin venceu pela primeira vez naquele ano também) quando venceu por 3 vezes e chegou em terceiro outras duas e terminou a temporada num honroso 6º lugar. No resto do tempo foi um bom piloto do meio de pelotão sem grandes arrombos, mas constante.

Eddie Cheever
F1
132Gps 9 pódios
Cart
82Gps 4 pódios

Quando eu era pequeno, Cheever era “o” piloto americano da Formula 1. É dono de uma das carreiras mais longas entre os que nunca venceram na categoria permanecendo no grid ao longo de toda a década de 80. Seu melhor momento foi como segundo piloto de Alain Prost na Renault em 83. Em 90, Cheever foi correr em casa pela nova mais promissora equipe Chip Ganassi. Apesar de ter um bom carro nas mãos nunca foi muito competitivo nos 3 anos na equipe (seu companheiro Arie Lundyek certamente impressionava bem mais) e amargou depois 3 temporadas com carros piores. Cheever finalmente obteve sucesso em casa após a cisão dos monopostos americanos quando permaneceu na muito enfraquecida IRL inicial. Sendo um dos poucos pilotos conhecidos correndo por lá atraia bons patrocínios (e por conseqüência carros) e no meio de grids empobrecidos venceu 5 provas incluindo as 500 Milhas de Indianápolis de 98. Em 2006 tentou um último retorno a uma IRL mais forte com resultados constrangedores. Por ironia este piloto americano criado no automobilismo europeu é hoje associado quase exclusivamente pelos fãs locais com uma visão bem retrograda de como uma grande categoria de monopostos deveria ser gerida por lá. É lembrado em companhia de Billy Boat e Greg Ray e não Danny Sullivan ou Rick Mears.

Téo Fabi
F1
63 Gps 2 pódios 3 poles
Cart
118 Gps 5 vitórias 14 pódios 10 poles

Téo Fabi estreou sem grande sucesso na F1 em 82 e se mudou para os EUA em 83 quando foi eleito Rookie do Ano. Voltou para Europa logo depois e se revelou um bom leão de treino nos seus anos de Toleman/Benetton. Faltava lhe porem ser constante ao longo das provas apanhando das jovens promessas Gerhard Berger e Thierry Boutsen e terminou por voltar aos EUA onde certamente foi mais competitivo. Fabi é o exemplo perfeito da idéia clichê da transição, mas a mesma irregularidade que lhe custou uma carreira melhor na F1 era visível na Cart. A despeito de bons resultados ocasionais podia-se contar com Fabi bem distante da ponta da tabela ao fim da temporada.

Bruno Giacomelli
F1
69 Gps 1 pódio 1 pole
Cart
11Gps

Giacomelli é um destes jovens pilotos que aparecem com tudo e logo depois somem em meio a carros ruins. Quando obteve a pole position em Watkins Glen em 1980 era visto como uma grande promessa, ao final da temporada seguinte a Alfa Romeo abriu mão dos seus serviços e Giacomelli pouco fez nos seus últimos anos na categoria. Em 85 foi se arriscar nos EUA pela Patrick (equipe onde Emerson Fittipaldi obteve bastante sucesso). Não durou a temporada. Seu melhor resultado foi um 5º lugar.

Stefan Johansson
F1
103 Gps 12 pódios
Cart
74 Gps 4 pódios

Johansson é junto a Nick Heidfeld o recordista de pódios sem vitórias na Formula 1 e teve inclusive oportunidade na Ferrari e McLaren. Segundo a lógica de muitos tinha tudo para fazer bela carreira nos EUA, mas geralmente andava pelo meio do grid. Em 5 anos, obteve 4 3º lugares como melhores resultados e nunca terminou uma temporada entre os 10 melhores. No automobilismo americano se revelou um burocrata ainda maior que na Europa, mas se sairia bem melhor após trocar monopostos pelos GTs.

Voltando ao Bourdais que afinal ocasionou este post, é bom lembrar que alem de resultados fracos pela Toro Rosso, ele foi 2º em duas importantes provas de Endurance (Sebring e Le Mans). Fosse amigo do piloto francês lhe consolaria apontando que no meio de seus stints furiosos na madrugada de Le Mans andou muito mais que o trio Alonso/Hamilton/Raikonnen fez o ano inteiro. O automobilismo é sempre mais que a Formula 1.

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Tomara que Sebastien Bourdais encontre uma equipe que lhe trate melhor independente da categoria

Tomara que Sebastien Bourdais encontre uma equipe que lhe trate melhor independente da categoria

A Toro Rosso oficializou hoje a saída de Sebastien Bourdais. Não confirmou, mas todos sabem que o substituto será o jovem espanhol Jaime Alguersuari (para desespero de todos os narradores de TV). Pessoalmente acho uma pena pois gosto do francês apesar de admitir que não vinha rendendo bem na Toro Rosso e também por não simpatizar com trocas de meio de temporada de um modo geral. Bourdais colocou um release no seu site onde se disse surpreso e chocado com a decisão e lamentou que acontecesse as vésperas das atualizações no carro e deixou claro que seus advogados devem acionar a equipe na justiça por quebra de contrato. A relação deve ter azedado mesmo ao longo dos últimos dias já que o comunicado da equipe foi muito mais curto e grosso do que esperado e não fez nenhum esforço em poupar o piloto.

Bourdais é o quarto piloto a deixar a Toro Rosso desde que a equipe estreou em 2006 e o terceiro a sair em termos nada amigáveis, o que não deixa de ser informativo a respeito da equipe, especialmente quando consideramos que tanto Liuzzi como Speed foram apoiados pela Red Bull ao longo de suas carreiras. Há algo de estranho na forma como Franz Tost e Helmut Marko administram a relação da equipe com seus pilotos que sempre me impediu de ter grande simpatia pela equipe (apesar de por exceção de Speed sempre terem empregado pilotos com quem simpatizo).

O que não parece receber grande destaque são as razões pela troca agora. Tenho a tese de que muita gente ligada a F1 (tanto entre profissionais de imprensa como fãs) tem uma fobia irracional a respeito de automobilismo americano, o que ajuda a explicar porque a julgar pelo que escreve por ai é tudo culpa do desempenho do francês (que repito me parece justificar uma troca no final do ano, mas não no meio da temporada).

O detalhe mais importante sequer diz respeito a Bourdais, mas a misteriosa troca de pilotos reservas da Red Bull entre Silverstone e Nurbugring. Desde o começo do ano a posição era ocupada pelo neozelandês Brendon Hartley, vice de Alguersuari na F3 inglesa. Não deixa de dizer muito sobre as expectativas da Red Bull sobre seus jovens pilotos que Hartley ficou com a vaga apesar de perder o título para o espanhol. Depois de Silverstone, porém alegou que precisava se concentrar nas suas provas e pediu para ser liberado da função de reserva. Ou a se inocente e acredita-se que Hartley tomou a pior decisão de sua carreira a despeito de conhecer os rumores da fritura de Bourdais ou algo aconteceu nos bastidores. Vale lembrar que apesar da Red Bull não contar com pilotos na GP2, ela tem ao menos um jovem talento, Robert Wickens que faz boa campanha na Formula 2, melhor posicionado hoje para ser promovido a Formula 1 que Alguersuari.

Então porque o espanhol? Grana é motivo mais óbvio (vale lembrar que Bourdais só ficou com a vaga porque o patrocínio de Sato não saiu).. A quem garanta que a família do rapaz estaria pagando a conta, mas o mais provável é que sua promoção represente interesses da Repsol. A petroleira espanhola é patrocinadora pessoal de Alguesuari e supostamente estaria negociando fornecimento para ambas as equipes da marca de energéticos. Se os espanhóis foram anunciados como fornecedores da Red Bull ao fim da temporada não restara duvidas de que a movimentação atendeu exclusivamente interesses comerciais.

ATUALIZANDO: Segundo James Allen a Repsol estaria injetando 2 milhões de euros pelas primeiras duas provas de Alguersuari. Dinheiro dos mais úteis quando se considera que a Red Bull esta realocando cada centavo possível do orçamento da Toro Rosso para a equipe principal.

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