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Archive for junho \30\UTC 2009

A Espera de Kubica

O mercado aguarda Kubica

O mercado aguarda Kubica

Com o harikiri político da Formula 1 esfriando, nos movemos para a sempre muito mais simpática silly season. Como inevitável os rumores de Alonso para Ferrari já retornam a todo vapor com a persistente imprensa espanhola achando múltiplas maneiras de levar o asturiano para Maramelo. Curiosamente ao olharmos as possíveis movimentações do mercado de pilotos, Alonso este ano está longe do centro dela. A não ser que Montezemolo resolver ser pão-duro e prefira pagar a multa do Massa a aposentar o Kimi, uma possível ida de Alonso a equipe italiana iria no máximo aposentar Kimi e talvez render uma terceira temporada na Renault para Nelsinho. Por outro lado, Robert Kubica fizer pode definir a direção de todo o baixo clero da categoria.

A temporada de 2009 do polonês é um desastre. Não só o carro da BMW é uma decepção, mas todos os problemas possíveis parecem acontecer somente com ele. Enquanto seu companheiro Nick Heidfeld completa dois anos desde seu último abandono, Kubica já perdeu 5 dos 8 motores permitidos para temporada (o que quase garante pelo menos uma punição de dez lugares por troca de motor até o fim do ano se não duas). Ainda assim, ele tem credito sobrando pelas temporadas de 2007 e 2008, mas deve saber bem que a percepção do futuro astro para o de apenas mais um veterano burocrata compondo o grid é pequena e que muitos pilotos cujos fãs pedem a cabeça hoje como Giancarlo Fisichella já estiveram no mesmo lugar que o polonês ocupa hoje.

A BMW pelos rumores está decidida a mudar sua dupla de pilotos e gostaria de manter Kubica, mas pragmática como só o dr. Mario Thiessen consegue ser, a equipe só libera Heidfeld depois de ter certeza que seu jovem astro permanecerá. O passe de Kubica interessa a muitos, mas vale dizer que não as vagas que ele mais cobiçaria. Hoje é bem provável que as duas principais equipes da temporada mantenham sua dupla de pilotos (para o horror dos anti-fã clubes do Webber e Barrichello) e apenas Alonso tem chances na Ferrari. Para o azar do polonês ele é da nacionalidade errada para pleitear a vaga de Heikki Kovalainnen. Portanto salvo uma reviravolta surpreendente que desestabilize todo o mercado, qualquer decisão de Kubica será uma aposta de risco. E a seu destino está atrelado o que acontecerá não só a Heidfeld, mas potencialmente Rosberg, Sutil, Trulli e até mesmo Nelsinho Piquet e Romain Grosjean.

Kubica pode se arriscar de Toyota, pode substituir ou até mesmo formar dupla com Alonso na Renault (vale lembrar que os dois são melhores amigos), substituir Rosberg na Williams ou optar pela saída cômoda e ficar onde está (e no processo tirar o emprego de Heidfeld). Algo me diz que Robert não deve ser um piloto muito popular no paddock hoje.

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Os fãs da IRL merecem um espetáculo melhor do que a série vem apresentando

Os fãs da IRL merecem um espetáculo melhor do que a série vem apresentando

É chato parecer um disco quebrado, mas está cada vez mais difícil de acompanhar as provas em ovais da IRL. A etapa de Richmond disputa ontem foi uma das mais medíocres provas de uma categoria de monopostos de ponta que eu já assisti. Um amigo preparou um resumo das ultrapassagens em bandeira verde a partir da relargada na volta 45 (de 300):
Justin Wilson fez uma ultrapassagem na volta 70 e outra na 156.
Dan Wheldon conseguiu outra na 156.
Hideki Mutoh passou dois carros que voltavam dos pits na 220.
Danica Patrick conseguiu uma na 224 e outra na 239.
EJ Viso fez a última na volta 263.

Sim, só isto. Retomando o preâmbulo sobre Silverstone, espero de categorias e circuitos diferentes provas diferentes. Já defendi muitas vezes que circuitos ovais são muito mais complexos do que fãs de automobilismo europeu acreditam, mas o ponto de se correr neles sem dúvidas é proporcionar provas movimentas numa pista onde os carros podem disputar posições lado a lado. Se for para assistirmos uma procissão, um circuito misto vai sempre proporcionar um espetáculo melhor. E o que se viu no pequeno oval de Richmond foi uma procissão das mais aborrecidas.

A única movimentação real da prova foi a aposta de Michael Andretti de colocar Hideki Mutoh e Danica Patrick numa estratégia de parada diferente. No final funcionou razoavelmente bem (a dupla chegou respectivamente em 4º e 5º, o que mais do que aparentava possível). A aposta, porém foi prejudicada porque Mike Conway fez o favor de acertar o muro na altura em que somente os dois pilotos da Chip Ganassi e Graham Rahal não haviam realizado o seu segundo pit stop. Como Richmond é um oval de 0.75 milhas em que se faz uma volta em pouco mais de 18 segundos o resultado de somente os lideres pararem obre amarela foi previsível: ao fim da prova somente o trio e os dois pilotos da AGR estavam na volta do líder (sendo que Mutoh e Patrick mais de meia volta atrás).

Richmond foi tão insuportável que nem o trafego colaborou. Me peguei sentindo falta de Jacques Lazier e a corroça da 3G que viras cerca de 10mp/h mais lento que o resto do gride na semana anterior em Iowa terminara algo como 15 voltas atrás. Ao menos Lazier nos garantiria alguma diversão, mas ele fez o favor de rodar na primeira volta. Estava tudo tão aborrecido que a certa altura eu estava mais preocupado em ponderar se a pintura da Mcdonalds no segundo carro da Newman-Haas-Lanigan era um favor do Carl Haas ao patrocinador agora que o dinheiro do pai do Robert Doornbos acabou ou se Mcdonalds decidiu extender o patrocínio para o segundo carro.

Para completar o covarde conhecido como Scott Dixon passou os últimos 15 minutos da prova evitando ultrapassar um retardatário para não correr o risco de abrir espaço para seu companheiro Dario Franchitti tentar algo. Ao fim da prova, restou a Franchitti pedir desculpas aos fãs pela pobreza que se viu na pista. Ao menos, a organização promete algumas novidades (incluindo um sistema de push to pass) para movimentar as provas em ovais a partir de Kentucky. E melhor ainda, teremos agora três circuitos mistos em seqüência.

Sobre o resto da prova os eventos mais relevantes foram os abandonos da dupla da Penske (ambos por conta de erros infantis dos pilotos) e que Ernesto Viso finalmente completou uma prova em 2009.

Não comentei a prova de Iowa semana passada. Foi bem melhor que o que vimos em Richmond. A primeira metade foi provavelmente a melhor e mais movimentada etapa em oval do ano, apesar do excesso de bandeiras amarelas que não deixavam a corrida fluir. E na primeira metade tivemos um show a parte de Thomas Scheckter que parecia ignorar que seu carro não era uma Penske ou Ganassi. Depois Dario Franchitti decidiu que já estava de bom tamanho e não precisávamos de uma boa prova e começou um passeio que aos poucos contaminou o resto do grid. De qualquer forma espero que Iowa permaneça no calendário durante muito tempo, o circuito é novo, mas em pouco tempo estabeleceu uma personalidade própria (a elevação na curva dois que pega muitos pilotos de surpresa e especialmente bem vinda).

Campeonato:
1) Dario Franchitti (Chip Ganassi) 279
2) Scott Dixon (Chip Ganassi) 278
3) Ryan Briscoe (Penske) 253
4) Helio Castroneves (Penske) 225
5) Danica Patrick (Andretti Green) 219
6) Dan Wheldon (Panther) 204
7) Tony Kanaan (Andretti Green) 190
8) Marco Andretti (Andretti Green) 185
9) Graham Rahal (Newman-Haas-Lanigan) 180
10) Hideki Mutoh (Andretti Green) 174

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Alberto Valerio venceu a melhor prova de monopostos de 2009

Alberto Valerio venceu a melhor prova de monopostos de 2009

A GP2 viveu dois extremos em Silverstone. No sábado viu sua melhor prova da temporada (provavelmente a mais competitiva disputada este ano entre as categorias relevantes de monopostos) e no domingo um dos mais entediantes paradas de sua história. Para comparar dois dados: na prova do sábado o mexicano Sergio Perez largou em 25º e completou a prova em 4º (ele fez o mesmo numero de paradas que todos os demais carros), já no domingo os seis primeiros colocados ao final da primeira volta chegar às mesmas posições na bandeirada sem jamais ameaçar uns aos outros. O pódio na prova de sábado não esteve definido até a última curva enquanto no domingo foi mais do que simbólico que as últimas duas voltas ocorreram atrás do safety car.

É incrível como a química do automobilismo pode funcionar: o mesmo circuito, os mesmos carros, equipes e pilotos até mesmo clima. Claro a prova é mais curta e sem paradas, mas em outras ocasiões (como este ano em Barcelona) já vimos a prova curta ser mais movimentada que a principal. Por alguma razão tudo que deu certo na prova de sábado não funcionou domingo. Talvez se um ou dois pilotos que por uma razão ou outra tiveram problemas sábado (ou no caso de Lucas di Grassi na largada de domingo) estivessem mais a frente algo mais aconteceria já que os esforços de um Vitaly Petrov ou Edoardo Mortoara para tentar ganhar terreno atrás garantiram a pouca diversão da prova, mas é um destes mistérios inexplicáveis do automobilismo.

De qualquer forma tivemos uma grande prova no sábado e recomendo muito caso o Sportv ainda a reprise que o leitor que não viu tente assisti-la. Vejamos o que aconteceu:
– O vencedor da prova Alberto Valério conquistou a posição na pista..
– O segundo colocado Lucas Di Grassi também, alias Di Grassi teve que em momentos diferentes da prova superar tanto Romain Grosjean como Nico Hulkenberg pelo segundo lugar.
– O já mencionado desempenho impressionante de Sergio Perez.
– Di Grassi, Hulkenberg e Perez passaram toda a parte final da prova numa disputa apertada. Quantas vemos três carros genuinamente brigando pela mesma posição? Quando Di Grassi finalmente completou com sucesso uma das suas tentativas ultrapassagens sobre Hulkenberg quase Perez vai junto e o alemão perde duas posições na mesma curva sem ter errado.
– Houve muita ação no pelotão traseiro.
– A proibição do reabastecimento, mas com parada obrigatória para troca de pelo menos dois pneus garantiu uma ampla variedade de estratégias para os carros.

Deve-se também destacar o desempenho exemplar de Alberto Valério na sua primeira vitória. O carro da Piquet me pareceu o mais bem acertado no fim de semana todo, mas Valério foi muito seguro e constante no sábado. Quando a Piquet anunciou a sua contratação no começo da temporada torci o nariz, a equipe também trouxera de volta o fraco Roldan Rodriguez e perdera o Pastor Maldonado (que era ao mesmo tempo muito rápido na pista e trazia consigo os milhões do petróleo venezuelano) e Valério vinha de temporadas fracas na F3 inglesa e na própria GP2, mas ele vem surpreendendo. Já andará muito bem na prova anterior na Turquia e ainda melhor neste final de semana. Retiro aqui meus senões, Valério é uma das boas surpresas da temporada.

Surpresa também é o excelente trabalho que Tiago Monteiro faz comandando sua nova equipe Ocean. Esperava-se que Monteiro elevasse a antiga BCN (equipe famosa exclusivamente por suas trapalhadas), mas não nesta velocidade. Não fosse um problema mecânico Karun Chandok venceria a prova curta de Mônaco e o indiano foi novamente muito competitivo em Silverstone. A se lamentar só a completa falta de sorte do Álvaro Parente. O piloto português é ótimo, basta dizer que quando Sebastian Vettel competiu com ele na Wotld Series By Renault era o único outro piloto do grid que sugeria grande talento (quando Vettel abandonou a categoria para assumir a vaga na Toro Rosso, Parente levou o campeonato), mas neste ano nada parece dar certo. Parente vem sempre muito rápido andando mais que o companheiro Chandok, mas quando ele não comete um erro bobo, algo lhe acontece. Sábado na largada o então líder do campeonato Vitaly Petrov no meio de uma série patetadas lhe deu um totó, resultado a prova de Parente se resumiu a levar o carro até os boxes com a suspensão avariada.

Nunca pensei que escreveria isso, mas quem também merece elogios é Michael Herck. O piloto é mais conhecido por ser uma chicane ambulante que corta qualquer carro mais rápido que por azar se encontre atrás dele. Neste fim de semana sabe-se lá como sua equipe a DPR (a maior piada do grid, que por sinal pertence ao seu pai) acertou no carro que foi competitivo nas duas provas. Herck chegou em 9º sábado e 8º no domingo, não pontuou, mas não fez besteira e disputou bem com carros normalmente bem melhores. Prometo não fazer piadas com Herck na Alemanha.

Agora, a GP2 precisa urgentemente resolver o problema de largada dos seus carros. Não há uma prova este ano onde algum carro não fique parado no grid e vários pilotos que lutam pelo título já tiveram seu fim de semana arruinado. Na prova longa o azarado da vez foi Jerome D’Ambrosio (que era terceiro no campeonato e largava na segunda fila) e na curta aconteceu o mesmo com Di Grassi (que acabou descontando só um ponto para Romain Grosjean entre as duas provas). É como se os 26 carros largassem como os carros da Brawn GP.

Prova Principal
1) Alberto Valério (Piquet)
2) Lucas Di Grassi (Racing)
3) Nico Hulkenberg (ART)
4) Sergio Perez (Arden)
5) Romain Grosjean (Addax)
6) Karun Chandok (Ocean)
7) Pastor Maldonado (ART)
8) Andreas Zuber (Fisichella)

Prova Curta
1) Pastor Maldonado (ART)
2) Andreas Zuber (Fisichella)
3) Karun Chandok (Ocean)
4) Romain Grosjean (Addax)
5) Nico Hulkenberg (ART)
6) Sergio Perez (Arden)

Campeonato
1) Romain Grosjean (Addax) – 40
2) Vitaly Petrov (Addax) – 33
3) Pastor Maldonado e Nico Hulkenberg (ART) – 26
5) Lucas Di Grassi (Racing) – 24
6) Jerome D’Ambrosio (DAMS) – 18
7) Alberto Valério (Piquet) – 17
8) Andreas Zuber (Fisichella) – 14
9) Luca Fillippi (Super Nova) – 13
10) Edoardo Mortoara (Arden) – 10

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Newey divide um merecido pódio com a dupla da Red Bull (e Barrichello)

Newey divide um merecido pódio com a dupla da Red Bull (e Barrichello)

Às vezes me convenço que muitos fãs de Formula 1 são bi-polares. Eles fazem fogueira com o nome de Max Mosley e um altar para FOTA, dois dias depois passam a reclamar sem parar de uma prova como a deste domingo em Silverstone. Eu adoro automobilismo e, sobretudo eu adoro formas muito diferentes de automobilismo, e exijo na pista provas diferentes de categorias que se propõem objetivos diferentes, vibrei com o massacre da Peugeot em Le Mans, por exemplo, ao mesmo tempo em que me irrito muito com o passeio entediante que a Penske e Ganassi vem impondo na IRL. A diferença: Le Mans é uma disputa de construtores e ver a forma como a Peugeot se impôs por méritos foi um prazer, por outro lado a vantagem da Penske (ou Addax nas primeiras duas provas da GP2) numa categoria onde todos os carros são a principio iguais é muito mais fruto dos grandes recursos da equipe dominante do que reflexo da sua competência (o que não significa que eu não possa me entusiasmar ocasionalmente quando percebo um Briscoe ou Grosjean virando tempos tão melhores que o resto do grid que é quase como se estivem numa outra categoria).

Um preâmbulo longo para dizer que gostei muito do que assiste este domingo de manhã. Vibrei quando percebi como o Webber abria facilmente sobre Barrichello após as primeiras paradas deixando bem claro que víamos até ali não era só reflexo de uma prova perfeita de Vettel. Teria sido melhor se o Webber se livrasse do Rubens na largada e tivesse ao menos a possibilidade fazer o jovem alemão suar um pouco para garantir a vitória? Sem dúvidas. Mas em nenhum momento me arrependi de acordar cedo para assistir o domínio que a dupla da Red Bull colocava sobre a concorrência. Competência e eficiência podem não render a melhor montagem para os programas esportivos ou clipes do You Tube, mas são ótimas de se ver ao longo de uma prova completa e eu também assisto Formula 1 para ver o melhor time com o melhor carro ter um desempenho impecável e humilhar o resto do grid. Para completar alguém na Red Bull teve a feliz idéia de convidar Adrian Newey para receber o troféu, nada mais justo num dia em que o carro se impôs de tal maneira. Não que eu esteja diminuindo o trabalho de Vettel e Webber, ambos perfeitos ao longo de todo o fim de semana.

Na concorrência, a Brawn e seu carro que até então parecia imune a qualquer circuito finalmente encontrou dificuldades em Silverstone. A equipe jamais realmente encontrou o equilíbrio ideal (algo que ficou claro pelo rádio de Jenson Button ao longo da prova). O carro rendeu abaixo do esperado, o que significa que por maiores que sejam os avanços da última atualização é improvável que Vettel e Webber tenham vida tão fácil nas próximas provas. As dificuldades da Brawn também realçam o ótimo final de semana de Rubens Barrichello, este terceiro lugar dele foi muito mais difícil do que o terceiro de Button na dobradinha anterior da Red Bull. Falando no líder do campeonato, Jenson fez péssima largada (por sinal, confirmando que este carro da Brawn tem sim problemas de largada), mas depois fez a mesma prova limpa e segura que vem realizando todos os fins de semana; ao final da primeira volta era 9º, mas terminou em 6º e salvou 3 pontos, sem afobações e excessos correu muito bem com o regulamento debaixo do braço. Se levar o título por um ou dois pontos, pode se lembrar deste fim de semana menos pela decepção da prova em casa, mas por salvar o que poderia ser uma corrida perdida.

Quem também merece grande menção é surpreendentemente a Williams para o bem e para o mal. Desde 2004, creio que a equipe de sir Frank não tem um carro tão bem acertado como neste fim de semana. Acredito mesmo que a Williams era o segundo carro mais rápido ontem e tanto Kazuki (!) e Nico andaram muito bem. Mas toda esta velocidade se transformou em um 5º e 11º lugares. A Williams historicamente nunca se entendeu com as estratégias de reabastecimento (Michael Schumacher e Ross Brawn certamente agradeceram muito nos anos 90), mas este ano os cálculos da equipe andam embaraçosos. Kazuki Nakajima viu um 4º lugar se transformar em 10º ao longo da primeira janela, não dá para culpar um piloto por isso.

Outros destaques:
Positivo
Felipe Massa: Melhor prova do brasileiro na temporada e diria que uma das melhores da carreira dele. Num ritmo impressionante foi um dos destaques do dia num circuito onde não costuma ir bem.

Giancarlo Fisichella: Fez uma das melhores provas da Force India até hoje. Ganhou 5 posições na largada e acompanhou o ritmo da turma que brigou pelos últimos pontos a partir dai sempre problemas. É a primeira vez que uma Force India completa uma prova em que um dos seus carros foi capaz de manter um ritmo competitivo o suficiente para pontuar. Com um pouco mais de sorte e umas duas falhas mecânicas ou um toque na turma a sua frente e Fisichella marcaria o primeiro ponto dos indianos.

Nelsinho Piquet: Chegou à frente do Alonso.

Lewis Hamilton vs. Fernando Alonso: Uma boa disputa na pista é uma boa disputa na pista independente da posição.

Negativo
As estratégias de peso na largada de Ferrari e Renault: Algo que passou batido na excelente prova de Felipe Massa é que o erro que lhe custou a vaga no Q3 foi um dos seus maiores aliados. Tivesse ido ao Q3 e largado com um peso similar ao de Kimi Raikonnen sua prova provavelmente seria arruinada como fora a ótima largada do finlandês. No caso da Renault é ainda mais incompreensível, o carro é ruim e Alonso vem contando com um misto de talento e sorte para chegar ao Q3, mesmo assim a equipe insiste em colocá-lo leve apesar de dificilmente isto lhe render qualquer ganho de posições nos treinos. O que arruinou a prova de Alonso ontem foi a sua má largada, mas ele não chegaria aos pontos mesmo que terminasse a primeira volta pela 7º posição.

McLaren: É a pior série de provas da equipe desde que Ron Dennis a comprou no começo dos anos 80. Depois de Silverstone pode-se dizer oficialmente que a McLaren é o pior carro com motor Mercedes no momento.

Heikki Kovaliennen: O carro é uma bomba e é mais do que Heikki merece guiar. Hoje, eu diria que se trata do pior piloto do grid. Ele e o Kazuki são os únicos que eu entenderia se a equipe demitisse antes do fim da temporada (o Bourdais, Físico e Nelsinho que são todos mais cotados a ir para a rua eu entendo não serem renovados no fim do ano, mas não saírem no meio).

A cegueira da Globo: Sempre me impressiono com a dificuldade da equipe de ler a corrida. O Cléber Machado não parava de elogiar o Heidfeld por segurar o Alonso. Ótimo, méritos do Quick Nick (e prova de que Overtaking Group é um fracasso). O que nem ele, Reginaldo e o Burti mencionaram é que o Heidfeld era 2 segundos mais lento por volta que o carro a sua frente (uma Force Índia)! 2 segundos! A BMW tinha toda razão de querer que Nick parasse, ele perdeu mais tempo na pista do que perderia com a parada extra. Tivesse só arruinado no processo as provas do Alonso, Nelsinho, Lewis e Bourdais, ainda tudo bem, mas ele também estragou qualquer chance pequena que seu companheiro Kubica tivesse de pontuar. A FOM passou voltas acompanhando Heidfeld e ninguém foi capaz de apontar que seria melhor para ele, e ainda mais para a sua equipe, parar logo.

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Amanhã: um passeio da Red Bull?

Amanhã: um passeio da Red Bull?

A julgar pelo treino as Red Bulls devem passear amanhã. A única razão pela qual Barrichello conseguiu o segundo lugar foi dificuldades do Webber na sua ultima passagem. Algumas observações rápidas por equipe.

Red Bull: Aparentam estar muito mais rápidos que a concorrência. Chances de chuva amanhã aumentam mais ainda as chances. Por sinal semana que vem Webber completa oito anos desde a última vez que ele ganhou alguma coisa (F-3000 em Magny Cours).

Brawn: Se Barrichello, não chegar a frente de Button amanhã não chega mais este ano. O inglês teve dificuldades o dia todo (especialmente no setor 3) e soou bem desapontado na entrevista a BBC ao fim do treino.

Toyota: Trulli foi bem rápido o dia todo. Depois do susto de Barcelona/Mônaco parece de volta onde estava no começo do ano. Tem chances de pegar um pódio e deve salvar pontos com os dois carros e abrir distancia na luta para ser o melhor do resto.

Williams: E Kazuki foi surpreendentemente mais rápido que Nico o dia todo. Pelo visto o filho do Satoru se irritou com as piadas a respeito do seu favoritismo na próxima temporada (e isto é o mais próximo que chegarei de mencionar política hoje).

Ferrari: Assim como Williams e Toyota parece ter voltado para onde estava no começo do ano. Kimi se arrastando no Q3, Massa fora no Q2, só falta agora falhar em somar pontos amanhã. Começo a acreditar que vai mesmo passar o ano em branco.

Renault: prometia ontem, mas fez o de sempre hoje, Alonso opera o milagre para ir para o Q3 e Nelsinho anda no bloco intermediário (e o acidente do Sutil evitou o risco de cair no Q3).

BMW: Depois de esboçar reação a Turquia, penou muito hoje. Heidfeld provavelmente só chegou no Q3 graças ao Sutil e Kubica não foi muito melhor.

McLaren: Hamilton segue se esforçando para largar mais atrás. Kovalainen foi ridículo no Q1 e um pouco melhor no Q2. Hamilton deu azar é verdade, mas também é verdade que estava e penúltimo na altura da sua volta final e que a McLaren pelo visto disputa com a Toro Rosso qual é o carro mais lento deste fim de semana.

Force India: Pagou caro pelo problema de freio do carro do Sutil. Tinha chances de passar os dois carros para o Q2.

Toro Rosso: Lenta. Bourdais muito mais rápido na sessão toda que Buemi, algo que não acontecerá nenhuma vez o ano todo (apesar dele ter largado a frente na Malásia também). O francês tinha chances de chegar na Q2, apesar das Force Indias me parecerem mais consistente. Le Mans fez bem.

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Para quem quer ter um gostinho do que foi as 24 Horas de Le Mans deste ano segue uma série de vídeos:

(mais…)

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Mark Martin ultrapassa Jimmie Johnson em Michigan

Mark Martin ultrapassa Jimmie Johnson

O que faz uma boa prova de automobilismo? Creio que existam muitas possíveis respostas, mas a Nascar certamente acredita muito de que uma chegada impressionante é a resposta. Neste sentido a prova de Michigan neste último domingo foi um grande sucesso. Com uma última volta eletrizante como sempre acontece quando todos os pilotos passam a correr com a preocupação de poupar combustível. É o grande paradoxo a corrida se torna mais interessante na medida em que os pilotos precisam juntar agressividade e cautela.

Nestes caso a emoção veio muito em virtude dos detalhes da pontuação da categoria, como Jimmie Johnson está mais do que seguro dentro da Chase (a série de 10 provas finais onde os 12 melhores da temporada regular disputam o título) pode-se dar o luxo de ser agressivo contra o líder Greg Biffle já que para Johnson vencer e levar os pontos extras na fase final valiam o risco de terminar em 20º. Caso o combustível terminasse. Resultado: Johnson pressionou Biffle e ultrapassou, mas entrou em pane seca no começo da última volta, Biffle retomou a ponta, mas como fora obrigado a forçar seu carro para lutar contra Johnson começou a perder a velocidade ao longo da volta e Mark Martin acabou ficando com a vitória enquanto um lento Biffle cruzou em quinto. Com isso o veterano Martin conquistou sua terceira vitória este ano o que lhe devolveu para os dois primeiros (e o deixa empatado com Kyle Busch em numero de vitórias).

Interessante é que salvo justo pela tensão das suas voltas finais a prova de 400 milhas foi uma das procissões mais entediantes da temporada. Com Johnson e Biffle se alternando na ponta, mas muitos poucos momentos de interesse. Michigan – um oval que sempre rendeu boas provas de monopostos – se adaptou muito mal aos novos carros da Nascar e vem rendendo provas bem chatas. Nada que afete a categoria que anuncia seu final eletrizante.

Na briga particular pela liderança do campeonato e também de piloto mais regular da temporada, Jeff Gordon levou a melhor sobre Tony Stewart e transformou o que parecia uma prova perdida num 2º. Lugar, já Stewart – que segue líder – foi o sétimo. Juan Pablo Montoya fez outra excelente prova e chegou em 6º., vale dizer que com isso conquistou seu sexto top 10 no ano em 15 provas, o mesmo numero que obtivera na sua melhor temporada completa. Dentro dos demais membros da turma dos monopostos, o melhor foi Robby Gordon com um excelente 17º, Sam Hornish Jr não manteve a boa forma recente e chegou duas voltas atrás em 29º, enquanto Marcos Ambrose foi 31º, John Andretti 33º e Max Papis foi o 35º. Já Scott Speed e A.J. Almendinger tiveram longos períodos parados nos pits e chegaram em 37º e 39º respectivamente.

Por fim, vale lembrar que este fim de semana no circuito de Infineon em Sonoma acontece a primeira das duas provas em circuito misto da temporada. Boa oportunidade para quem quer ver como os pilotos da categoria se saem quando tem que virar o volante para os dois lados.

1 Tony Stewart 2189
2 Jeff Gordon 2142 -47
3 Jimmie Johnson 2047 -142
4 Kurt Busch 1961 -228
5 Ryan Newman 1934 -255
6 Carl Edwards 1927 -262
7 Greg Biffle 1913 -276
8 Mark Martin 1868 -321
9 Kyle Busch 1860 -329
10 Denny Hamlin 1849 -340
11 Matt Kenseth 1848 -341
12 Jeff Burton 1810 -379

13 David Reutimann 1807 -382
14 Juan Pablo Montoya 1767 -422
15 Kasey Kahne 1719 -470

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