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Archive for the ‘Formula 1’ Category

Saiu um primeiro rascunho do calendário 2010 da Formula 1. As grandes novidades é o Bahrain ser a prova de abertura (uma pena) já que o campeonato começa mais cedo e Bernie não quer que Melbourne aconteça durante o horario de verão australiano, Valência ser movida para junho e a China retornando para o fim da temporada. Montreal como já anunciado retorna após uma sentida ausencia este ano.

14/3 – Bahrain (Sakhir)
28/3 – Austrália (Melbourne)
4/4 – Malásia (Sepang)
25/4 – Turquia (Istambul)
9/5 – Espanha (Barcelona)
23/5 – Mônaco (Monte Carlo)
6/6 – Canadá (Montreal)
27/6 – Europa (Valencia)
11/7 – Grã Bretanha (Donington)
25/7 – Alemanha (Hockenheim)
1/8 – Hungria (Budapeste)
22/8 – Bélgica (Spa-Francorchamps)
5/9 – Itália (Monza)
19/9 – China (Shanghai)
26/9 – Cingapura (Cingapura)
10/10 – Japão (Suzuka)
24/10 – Brasil (Interlagos)
7/11 – Abu Dhabi (Yas Marina)

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Sempre ouço – especialmente de quem só acompanha Formula 1 – de que a armada de veteranos da categoria deveria ser aposentada para abrir espaço aos grandes jovens talentos da GP2. Pois bem vejam está maravilhosa largada na prova de Domingo para entender porque Heidfeld e Trulli seguem empregados. Notem bem que quem fez cacá não foram pilotos pagantes, mas Fillippi, Di Grassi, Zuber e Van Der Garde todos tidos como pilotos “de ponta” da categoria. Foi preciso quatro largadas, um terço da prova e um terço do grid destruído para a GP2 finalmente ter uma volta limpa domingo. No final das quatro largadas, Hulkenberg soltara de 7º para 1º, é por estas que o jovem alemão é o único do grid que certamente consegue vaga na categoria principal sem patrocínio ou relações com montadora.

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McLaren errou, mas isto não decidiu o GP de Valência

McLaren errou, mas isto não decidiu o GP de Valência

Muitos creditam a vitória de Rubens Barrichello ontem ao erro da McLaren na segunda parada de Lewis Hamilton. Há verdade nisso, mas apesar dele certamente exagerar para blindar a equipe, Martin Whitmarsh tem razão ao apontar que o maior mérito foi mesmo do excelente ritmo de corrida de Rubens. O que aconteceu com Hamilton foi muito diferente de por exemplo o erro da Renault no GP passado. Foi o ritmo de Barrichello que transformou uma vitória fácil de Hamilton numa interrogação que resultou na equipe errar sob pressão. Ao notar que com 5 voltas de folga Barrichello tinha sim condições de tirar os cerca de 4 segundos que Lewis tinha de frente a equipe tentou fazer uma alteração de última hora que deu errado.

Interessante observar que o que decidiu a prova foi o que ela teve de mais interessante: o duelo de voltas rápidas entre Barrichello e Hamilton durante seus segundo stints. Ambos os pilotos andaram muito ali e deram um bom exemplo dos prazeres da Formula 1 moderna. Valencia não foi o melhor dos GPs, mas acho difícil chamar de chata ou entediante uma prova com tal duelo entre os dois pilotos que disputam a vitória. Barrichello venceu justamente ao convencer a McLaren que poderia causar estragos quando tivesse 5 voltas de pista livre e a missão de tirar 4 segundos.

Fora isso vale a pena destacar a excelente prova de Kimi Raikkonen que salvou mais um pódio pra Ferrari. Assim como Nico Rosberg provavelmente o piloto mais constante da última meia dúzia de provas. Por outro lado mais uma vez Kovalainen deixou muito a desejar.

Pouco mencionado foi que para além do desempenho decepcionante do carro a Red Bull teve um péssimo fim de semana nos boxes. Webber perdeu dois pontos (e a oportunidade de reduzir um pouco mais a diferença para Button) com uma segunda parada ruim e apesar da Globo ignorar cmpletamente o Vettel parou duas vezes antes de abandonar porque aparentemente na primeira vez a bomba não injetou combustível. A pressão atingiu a equipe? Button agradece.

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Valência – Treino Oficial

Barrichello pesado está em boa posição para a prova de amanhã

Barrichello pesado está em boa posição para a prova de amanhã

Algumas observações sobre o treino de hoje por equipe:

McLaren: A recuperação parece mesmo notável. Ao menos nos circuitos de lenta, mas a julgar por este fim de semana os fãs podem ficar seguros de que no mínimo lá atrás não devem andar nos circuitos de alta. Para o azar da equipe caso os problemas aerodinâmicos permanecerem nos circuitos rápidos restam somente Cingapura e Dubai entre as pistas travadas do calendário. Com Kovalainen em segundo e esta pista horrorosa onde nem a GP2 ultrapassa, o único adversário de Hamilton é ele mesmo.

Brawn: A equipe deve estar muito aliviada. Bom ritmo em todas as fases do treino e a subida de produção da McLaren dificulta o trabalho da Red Bull. Desde que Kovalainen não o segure Barrichello tem boas chances amanhã.

Red Bull: Não é a melhor das provas da equipe dos energéticos. Também não nos demos muito bem em Mônaco, mas pode deixar que nas pistas de verdade – Spa e Monza – trituraremos Brawn e McLaren.

Ferrari: Discreta o dia quase todo, mas Raikkonen salvou um ótimo 6º lugar no fim. Badoer infelizmente não andou nada. Bourdais e Nelsinho devem estar aguardando uma ligação a qualquer momento.

Williams: Não tão bem como nas últimas provas.

Renault: Alonso surpreendeu a todos (e arruinou meu bolão) a não fazer graça para torcida no Q3. Romain Grosjean estreou seguro na média do Nelsinho e frustrou quem secava ele.

BMW: Melhor treino dos alemães em muito tempo. Ainda não é o ideal, mas Kubica voltou ao Q3 e Heidfeld ficou em 11º. Chances reais de pontos pela primeira vez em muitas etapas.

Force India: É inegável que a equipe subiu muito de produção, só precisa deixar de lado o nervosismo e até o fim do ano sai do zero.

Toyota: Como já acontecera em Mônaco tem péssimo fim de semana. No contexto, o 13º lugar do Glock foi tão bom como 12º do Sutil.

Toro Rosso: Lenta. Buemi segue tirando o que pode do carro nos treinos e o espanholzinho ainda é o mais lento do grid.

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Vitaly Petrov deve estar no grid ano que vem

Vitaly Petrov deve estar no grid ano que vem

Escrevi pouco sobre a Formula 1 recentemente já que ao loga destas férias de verão teve pouco – fora a saída da BMW – para se escrever. Semana passada porém Peter Windsor fez uma revelação interessante. Segundo um dos chefes da USF1 a equipe recusou dois pilotos “sem experiência na F1, mas com vitórias na GP2” que traziam consiogo patrocínio o suficiente para cobrir ¾ do orçamento da equipe. Se for verdade estes dois sujeitos quase que certamente estarão no grid ano que vem. Me parece uma oportunidade para pensar que jovens pilotos podem “comprar” vaga no grid ano que vem.

O Fabio Seixas da Folha fez o favor de levantar a lista de pilotos que se encaixa na descrição de Windsor: Michael Ammermüller, Adam Carroll, Karun Chandhok, Mike Conway, Luca Filippi, Lucas Di Grassi, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Neel Jani, Kamui Kobayashi, Nicolas Lapierre, José Maria López, Pastor Maldonado, Edoardo Mortara, Álvaro Parente, Vitaly Petrov, Clivio Piccione, Olivier Pla, Alexandre Prémat, Bruno Senna, Alberto Valério, Davide Valsecchi, Giedo Van der Garde, Javier Villa, Ernesto Viso e Andreas Zuber.

Por processo de eliminação sabemos que:
Mike Conway – Foi correr na IRL.
Nicolas Lapierre – Já trocou monopostos pelos protótipos.
José Maria López – Voltou para argentina e hoje domina a TC2000 lá.
Olivier Pla – Foi para os protótipos.
Alexandre Prémat – Pertence aos programas da Audi de protótipos e DTM.
Ernesto Viso – Foi correr na IRL.

Ou seja estes são pilotos cuja carreira visivelmente desviou da Formula 1. Ao contrario de Bruno Senna que optou por correr protótipos este ano, nenhum deles fez qualquer esforço para sugerir que ainda tem um projeto de Formula 1. Os seguintes pilotos seguem nos monopostos e categorias menores (especialmente A1GP): Michael Ammermüller, Adam Carroll, Neel Jani e Clivio Piccione

Destes, tanto Carroll como Jani tem assessores de imprensa que de tempos em tempos colocam uma nota na mídia sobre Formula 1. Então diria que são pilotos que não desistiram certamente não comandam este volume de dinheiro (do contrário estariam na GP2 este ano).

Dos demais diria que os seguintes estão na GP2 a anos e são operários padrões dela que podem trazer talento, mas não trazem dinheiro e certamente não entraram na Formula 1 como pilotos pagantes: Luca Filippi, Lucas Di Grassi, Álvaro Parente, Davide Valsecchi e Javier Villa.

Diria que Edoardo Mortara, Alberto Valério e Giedo Van der Garde podem trazer com eles algum dinheiro, mas não grandes quantias e são estreantes cujos investidores provavelmente prefeririam lhes dar mais experiência. Nico Hulkenberg conta com Willy Webber e muito hype e espera estrear por conta própria. Romain Grosjean provavelmente estreará em Valência ou Spa (é incrível, mas a Renault sequer despediu Nelsinho oficialmente ainda).

A lista curta de possibilidades é esta:
Karun Chandhok – O indiano tem dinheiro, mas ao contrário do que muitos acreditam não deve ser tão ilimitado assim já que Chandok trocou a iSport pela novato Ocean justamente por questõs de patrocínio. É inimigo do Mallya portanto não esperem qualquer suporte para ele vindo da organização do GP indiano.
Kamui Kobayashi – Faz parte do programa de jovens pilotos da Toyota. A melhor chanc portanto é substituir Kazuki Nakajima, mas a Toyota pode entrar com grana em algum lugar para prepara-lo. Kamui afinal venceu corrida na GP2, algo que Kazuki nunca fez.
Pastor Maldonado – Bancado pela PDVSA tem muito dinheiro e a reputação de ser um dos mais rápidos no grid da GP2.
Vitaly Petrov – Provavelmnte o piloto mais carregado de grana do grid. É rápido também, o que ajuda. Petrov dificilmente deixará de se tornar em Melbourne o primeiro russo a largar na Formula 1.
Bruno Senna – O primeiro-sobrinho diz que não tem dinheiro, mas certamente atrai patrocinadores. Imagino que tentará vaga só no talento, mas se ver que as coisas estão difíceis vai tentar montar um pacote.
Andreas Zuber – O piloto austríaco corre com a bandeira dos Emirados Árabes, o que por si só diz muita coisa. Torço para que não tenha tanto dinheiro.

Eu diria que Petrov, Maldonado e Zuber são os maiores candidatos a terem abordado Windsor e são juntos com Hulkenberg, Bruno e Grosjean os pilotos com mais chances de promoção em 2010.

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Luca Badoer no F-3000 com que conquistou o título em 92

Luca Badoer no F-3000 com que conquistou o título em 92

Devo ser mesmo um fã de Formula 1 muito esquisito. Estou mais entusiasmado com a notícia de que Schumacher voltou a aposentadoria e Luca Badoer estará a bordo do carro #3 em Valência do que com o retorno do alemão.

Nada contra Schumacher a quem defendi muitas vezes ao longo dos anos. Na verdade caso o contexto fosse outro e pudéssemos ver um novo round do duelo maior da Formula 1 dos últimos 15 anos – Schumacher vs. Newey – eu teria me entusiasmado muito. Talvez a TV até filmasse um sujeito nas arquibancadas de Interlagos devidamente uniformizado como fã da Red Bull gritando “Vettel! Vettel! Webber! Webber!” com entusiasmo incomum. No contexto atual porém não consigo me entusiasmar muito com a idéia do alemão no grid. Confesso que para mim foi quase anti-climático o anuncio de que ele correria.

Para mim, o que de mais fascinante a “volta” de Schumacher acarretou foram as reações. Era como se Schumacher, nunca o mais popular dos campeões enquanto ativo, fosse recebido de braços abertas por todos os fãs não-ingleses da categoria (na Inglaterra as reações foram mais variadas e próximas aquelas que ele sempre despertou). Uma verdadeira aula em como a distancia do tempo ajuda a moldar nossas reações.

Eu simpatizo muito com Badoer. Mais, o retorno do eterno piloto de testes, mais fiel e menos comentado membro do dream team da Ferrari e o homem com maior numero de largadas sem somar pontos na categoria me interessa muito. A imagem de Badoer arrasado quando sua Minardi quebrou quando vinha em quarto é das mais marcantes que me lembro. O resto do GP de Valencia não me importa, mas sei que estarei lá torcendo para Badoer chegar ao menos em 8º. Schumacher? Para que?

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Hamilton vence após passar a temporada europeia quase toda em branco

Hamilton vence após passar a temporada europeia quase toda em branco

Como não podia deixar de ser a prova de hoje foi completamente ofuscada pelo acidente de Felipe Massa. Como não sou jornalista, nem médico não pretendo me alongar sobre o assunto, mas recomendo acompanhar os blogs do Ico e do Felipe Motta, ambos muito competentes e nada sensacionalistas e escrevendo direto de Budapeste. Alem disso no blog do Becken na discussão pós acidente dois leitores médicos fizeram mais para clarificar as informações do que qualquer um na grande mídia.

Sobre a prova em si basta dizer que Lewis Hamilton foi brilhante. Sua vitória de certa forma me lembrou muito a de Alonso no Japão ano passado, como o espanhol naquela ocasião ele tinha um carro muito bom, mas não necessariamente o melhor e viu os favoritos terem azar nas primeiras voltas, mas a sorte em nada diminuiu sua vitória incontestável. Sobrou o dia todo e finalmente se beneficiou de um dos bons fins de semana do inconstante carro da McLaren.

Ainda assim recomenda-se cuidado aos fãs da equipe de Woking, o verdadeiro teste para saber se a equipe solucionou mesmo os problemas do carro será em Spa. De qualquer forma das últimas 7 últimas etapas, pelo menos 3 (Valencia, Cingapura e Abu Dhabi) devem permitir desempenhos competitivos da equipe. O quinto lugar de Kovalainen (atrás da Red Bull, Ferrari e Williams) talvez represente melhor a posição da equipe. Kimi Raikkonen foi bem, mas ao contrário de Lewis Hamilton pode considerar seu 2º lugar resultado de uma prova atípica.

Já a Red Bull deve ficar decepcionada com sua prova. Com o melhor carro do fim de semana não foram além de um terceiro lugar. A equipe teve muito azar, mas também falhou. Vettel largou mal independente do toque do Raikkonen e acabou pagando caro por isso. Depois a equipe errou no primeiro pit stop de Mark Webber e também comprometeu a estratégia do australiano a colocá-lo no pior pneu no segundo stint. Por sua vez Webber teve rendimento fraco no miolo da prova e mesmo com uma estratégia melhor e sem erros de equipe provavelmente não chegaria a apertar Hamilton, mesmo assim a equipe perdeu 2 pontos que podem custar o título no fim da temporada.

Para a sorte da Red Bull a Brawn teve péssimo fim de semana. Button acabara prejudicado no Q3 no sábado pelo zelo da equipe após o acidente com Massa, mas suas chances no fim de semana se esgotaram na largada pobre. Depois disso só administrou uma prova apagada para salvar 2 pontos. Barrichello também fez péssima largada caiu para penúltimo e depois fez o máximo com sua estratégia agressiva para chegar em 10º tivesse largado bem tinha chances reais de pontos.

Outros dois grandes destaques da prova foram Nico Rosberg e Timo Glock. Rosberg andou muito mais uma vez com um ritmo forte, mas foi prejudicado para variar pelo timing das paradas da Williams e uma tendência cada vez mais pronunciada do carro de gastar algumas voltas após as paradas até recuperar sua performance. Glock faz parte do grande grupo de pilotos que não se encontram com o atual sistema de classificação, mas a cada prova que passa reforça ser um dos melhores do grid quando precisa produzir uma série constante de voltas rápidas em corrida. Hoje não tivesse ficado preso atrás do Raikkonen teria chances de transformar seu 13º lugar de largada até mesmo num 4º, não que não deva ficar satisfeito com seu 6º lugar.

Prefiro nem escrever sobre a punição ridícula a Renault. O incidente com o pneu deve ter dado flashbacks de 2006 para Alonso. A suposta despedida de Nelsinho foi discreta, sem brilho, mas sem erros.

Jaime Alguersuari estreou como se imaginava. Foi lento e terminou 18 segundos atrás do Fisichella num fim de semana onde a Force India voltou a ser a velha Force India do ano passado, mas não cometeu nem um erro o dia todo. Em compensação Sebastian Buemi teve um dia muito infeliz, perdeu 4 posições na largada e depois foi aos poucos andando para atrás até ficar a frente somente do inexperiente companheiro, por fim rodou e chegou em último. Vale dizer que suíço não faz uma prova decente desde a China. O carro da Toro visivelmente melhorou muito como a posição no grid de Buemi sugere, mas hoje faltou piloto.

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