
Não era exagero dizer que Kentucky se tornou ao longo do mês de Julho a prova mais importante da categoria este ano. Pode-se até dizer que uma boa prova neste sábado se tornara essencial para o futuro da IRL. Após atingir o fundo de poço em Richmond e sem expectativas de receber um chassis novo antes do distante 2012 era essencial que o band-aid aerodinâmico proposto para o fim da temporada providenciasse boas provas em ovais. Confesso que não era otimista, mas os resultados foram surpreendentes.
Não só vimos muita ação sábado a noite, especialmente nas 80 voltas finais – creio que quase metade delas incluindo primeiro e segundo colocados correndo lado a lado -, não só tivemos uma prova decidida por 16 milésimos, mas sobretudo vimos uma das provas mais competitivas dos últimos anos. Ed Carpenter, Tony Kanaan, Graham Rahal e – antes de azar e problemas mecânicos os tirarem da disputa – Mario Moraes e Tomas Schekter mostraram carros capazes de disputar a prova com as Penske e Ganassis. O jovem Rahal ultrapassou Dixon e Franchitti duas vezes cada nas últimas 50 voltas, o que deve ser um evento que não acontecia desde que Chip Ganassi se livrou da Toyota.
O nome do dia foi claro Ed Carpenter. Creio que poucos pilotos são tão pouco queridos pelos fãs da IRL quanto o afilhado de Tony George, mas imagino que muitos estavam torcendo por ele nas voltas finais em Kentucky. A Vision sempre anda bem lá, mas Carpenter fez prova muito inspirada andando sempre entre os ponteiros e não dando chances para pilotos mais experientes como Kanaan. Andou muito mais neste sábado que muitos pilotos mais bem considerados o ano todo.
È bom dizer que nada garante que o que vimos no Kentucky se repetira nos últimos três ovais do ano (e vale ainda ressaltar que Motegi e Homestead raramente tiveram boas provas) e que a competitividade maior pode ser conseqüência do contexto incomum da prova já que graças a chuva teve os carros na pista apenas num warm up de uma hora.
Em outras notícias da IRL Robert Doornbos (que fez outra prova medíocre sábado) não corre mais na Newman Haas Lanigan. Oriol Servia deve estar no #06 no próximo fim de semana, enquanto Doornbos tenta fechar um acordo para correr num segundo carro da HVM (onde ele teve sucesso na Champ Car). Menos imediato, mas também aparentemente certo é que Dan Wheldon dificilmente retornará a Panther ano que vem. Wheldon que começou a temporada muito bem vem de uma série de provas medíocres e aparentemente seus salários estão atrasados (pelo visto Wheldon optou pela técnica dos jogadores de futebol brasileiros e vai correr com má vontade até a equipe paga-lo). O campeão de 2005 bate o pé num salário muito acima da média da categoria e considerando que Ganassi e Penske não tem interesse nele a não ser que alguém arranje um belo patrocínio, Wheldon só vai estar no grid ano que vem se aceitar que não vale o quanto acredita que vale (se consideramos que Wheldon apesar de vir de automobilismo europeu desaprendeu como andar em circuitos mistos, ele não vale mesmo).
Classificação do campeonato:
1) Ryan Briscoe (Penske) 416
2) Scott Dixon (Chip Ganassi) 408
3) Dario Franchitti (Chip Ganassi) 405
4) Helio Castroneves (Penske) 341
5) Danica Patrick (Andretti Green) 309
6) Marco Andretti (Andretti Green) 279
7) Dan Wheldon (Panther) e Tony Kanaan (Andretti Green) 274
9) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 265
10) Justin Wilson (Dale Coyne) 253
As últimas voltas:
realmente foi uma grande corrida ocmo há mto não s evi ana Indy. Essa foi a corrida da vida do Carpenter, quase q ele conseguiu!